Wednesday, September 25, 2013

Tolice

 





Fala tranquilamente com ela.Não percebe que tudo que dizes é inteligível ou inatingível até? Ela adormece numa atmosfera ano luz da sua.E só enxerga a neblina das aparências.Que ouve apenas os clamores do seu egoísmo.Em torno do seu umbigo ela constriu um mundinho tão tolo.Parece que uma roda gigante a tonteia.Permanecer nessa estrada do não chegar a lugar nenhum é sua meta.Alienada então .Na tentativa de anestesiar  a dor de ter que encarar a vida de frente.

Sunday, September 22, 2013

Outras notas


 




Foi um certo tom musical um verso incontido de música .Que foi pouco a pouco o deixando alucinado.A música tem mesmo esse poder.Feito substância inebriante que aproxima.
Falou de amor de carinho e de sonhos.Mas o coração feito pedra estava mesmo bem longe.Pousou entre as notas musicais e beijou intensamente a amada noturna.Que ao amanhecer estaria em outra viagem.Com poucas bagagens nem conseguiu refletir.Entre a carência e o vício.Fechou as possibilidades do infinito e entregou-se aos delírios que há na música.

Thursday, September 19, 2013

Corpo & alma






Apegou-se tanto àquele amor.Que dia após dia esperava por ele na porta daquela casa de praia.Onde o cenário era tão perfeito.Que as lágrimas escorrem convulsivamente dos seus olhos só de imaginar o fim.Amor daquele jeito tinha cheiro e gosto de eternidade.Mas a profecia das mal amadas conspirou contra Ananda.Transformando o seu doce sorriso em amargo .Suas mãos que sempre dançavam ao acampanhar o seu amado em suas músicas agora estavam paralisadas.Julgava-se imperiosa.Dona de um palácio que jamais ruiria.Ananda a rainha soberana que reinaria ali para sempre com seu amado.Agora subjulgada a todo o desencanto que há na perda.Uma dor que entra pelos poros e não sai nem do seu corpo e nem da sua alma.

Wednesday, September 11, 2013

Sem saída




Sentindo-se engaiolado naquela situação.Sempre foi um homem sensato.Cultivava o hábito de ser livre desde criança.Mas dentro daquela história havia algo que o sufocava terrivelmente.A vida pregou-lhe uma peça.Não sabia a quem recorrer.Isolara-se de todo o mundo desde que conheceu Alessandra.Uma mulher poderosa que sabe dominar a todos que a rodeiam.E ele tornou-se sua presa há três verões em Londres.Ela fazia parte de um grupo de amigos que os apresentaram.O que havia nela que o deixava sem reação?Onde estava aquele homem que sorria ? Tinha amigos e amores com alegria e tranquilidade.Teria mesmo que partir naquele lugar sem dizer nem ao menos um adeus.Caso contrário estaria negando para sempre o seu direito de viver a vida em sua plenitude.

Sunday, September 08, 2013

Clausura










Era quase um silêncio assustador.Porque ainda ouvia os estrondos de seu medo ecoando em seus ouvidos.Vozes vindas de outras épocas.Palavras que ficaram cravadas nas interrogações do tempo.Deveriam ter sido ditas ou acorrentadas mesmo na prisão da indiferença?Enclausurou-se naquele convento por ter perdido todo o contato com a sua essêmcia.Sacerdotiza ou mulher mundana? Pouco importavam os tais rótulos.Solidão e silêncio ocupavam agora sua mente aprisionada.

Wednesday, September 04, 2013

Fim de noite





Na verdade são rabiscos que nasceram do simples gesto de quem tomou até o último gole das dores de amor.Embriagou-se então.Naquele bar que já havia passado da hora de fechar.O homem já quase grisalho,nem se dera conta que o seu tempo passou e arrastou seus mais doces sonhos e fez dele um bebum qualquer.Era poeta,apreciador de boa música,mas principalmente um jornalista bem sucedido,ou mal sucedido,depende da interpretação que se quiser dar.Mas o fato é que antes mesmo dos fatos serem registrados ele já os anotava e relatava em primeira mão.E quando o fim da noite chegava.Esquecia de tudo,da profissão,da família,das finanças e das crenças.Debruça-se sobre o balcão e entregava-se totalmente ao luto do seu coração.

Mergulho





Há bem poucos dias ela encontrou a porta aberta para um grande amor.Mas nem soube como entrar nela.Foram tantas as desilusões já vividas que a dor fincou-lhe o coração e o fez sangrar horrores.Sorrisos tolos,gestos encantadores,que tornaram-se tormentos.Chaves falsas entregues por um homem que tinha na verdade um cofre no lugar do coração.E ainda por cima era um cofre vazio.E um rio é pouco para acolher as lágrimas dessa mulher.Pelo sal do gosto que escorreu-lhe na boca.Há de existir um mar onde ela mergulhe todo esse desamor.