Sunday, January 04, 2009

Leitura do dia a dia





"A maior ameaça que um artista enfrenta é a obscuridade, não a pirataria. Não me preocupo com as pessoas que lêem meu trabalho sem pagar. Preocupo-me com as que não sabem que meus livros existem
". ( Tim O’Reilly- editor americano)



Todos os dias me deparo com a ânsia de ler...não como um movimento desesperado, impensado ou absurdo, mas como um ritmo salutar, que me permite conviver, reviver, transcender ,e muitas vezes interferir nos letárgicos instrumentos de convivências.Pessoas com suas atitudes patéticas, que brincam de viver, arriscando os seus dias, com gestos impensados;outras paralisadas em suas rotineiras formas de viver, e bem poucas avançando, ou pelo menos fazendo algo pra que a sua evolução aconteça.E nesses momentos eu recorro aos livros, lendo um pouco sobre o sofrimento de Ana Terra, onde Érico Veríssimo, relata fielmente a dor da solidão e o insuportável gosto de viver sem alternativas, apenas contentando-se com o pouco que lhe aparece.E reajo ao sofrimento da personagem, fazendo brotarem alternativas na minha vida. Mergulho então, nos Poemas Rupestres de Manoel de Barros, resgatando a menina que há em mim, adormecida,que tem a ternura e o encanto de construir e desconstruir seus próprios castelos, refazendo assim a sua própria história. E a leitura, passa então a ser um lenitivo,um abrandar de relatos obscuros que me chegam todos os dias, pelas portas , janelas, televisões ou jornais. E os olhinhos de gato, que Cecília Meireles adquire me permitem enxergar além dos fatos, por entre a forma efêmera da vida e o eternizar das emoções que divagam entre as linhas do envolvente livro.